23 de outubro de 2026

“Você era o meu monstro no armário.”

Eu fiquei com raiva pelo que você fez. Fiquei magoada, decepcionada.

Quando te conheci, acreditei que finalmente havia encontrado alguém diferente. Alguém que me fazia acreditar que eu poderia baixar a guarda, deixar meus medos de lado e voltar a confiar em alguém, sem receio de me machucar novamente.

Por um tempo, vivi essa tranquilidade. Sentia-me segura, protegida, como se finalmente pudesse descansar das desconfianças que a vida havia me ensinado a carregar. Mas, aos poucos, aquela paz foi dando lugar à ansiedade, à insegurança e ao medo.

Fiquei com raiva pelo que você fez. Porque, mesmo sabendo que suas escolhas poderiam me machucar, me deixar exposta, sozinha e com medo, você continuou. Fez o que quis, tomou suas decisões, escondeu suas verdades e me deixou acreditar que tudo estava bem.

E, no final, nem sequer me deu uma aula de como lidar com tudo isso. Não me ensinou a enfrentar aquilo que você mesmo estava construindo. Simplesmente me deixou diante de uma realidade que eu desconhecia, cercada de problemas que não criei e de perguntas para as quais não tenho respostas.

O mais doloroso é perceber que, enquanto eu acreditava estar protegida ao seu lado, era justamente de você que eu precisava me proteger.

Você era o meu monstro no armário.

18 de outubro de 2026

Revisão sobre Derrota


Há, sim, a derrota.

O que seria a derrota para alguém?

Algo a ser visto como fracasso? Você fracassou naquilo em que mais acreditava e, de repente, sua verdade foi — e continua sendo — questionada.

Será que não sabia?

Pois bem...

De repente, vem também o cansaço de explicar para gente burra, para gente desprovida de qualquer empatia. Gente que, na fila do entendimento, preferiu entrar na da burrice.

Tem aquela velha história de chacoalhar a árvore para que as frutas podres caiam do pé. Ou melhor, para que certas almas sebosas finalmente saiam do seu pé.

E foi algo revelador.

Espíritos imundos que se alimentam de fofocas, de palavras malditas, de julgamentos e da desgraça alheia.

Mas é a vida, né?

Como disse alguém:

“Na alegria e na dor, conhecemos a verdadeira essência dos amigos.”

Verdade. Verdadeira.

Ah, sim...

Estava descansando.

Dormi.

Hibernei.

Agora, pronta estou.

Vem...